As quatro estações do ano refletem física e espiritualmente em nossa alma. Ou seja, ao longo do ano nossa alma também passa por quatro estações que determinam como recebemos as energias do Sol e como as utilizamos para nutrição, crescimento e frutificação anímica.
Tudo começa no inverno, quando recebemos o mínimo de energia solar e o Sol está mais distante de nosso hemisfério. É um momento de interiorização, no qual existe pouco movimento externo e o frio faz com que nossa alma olhe para dentro. O inverno é um momento de contemplação da alma, de observar o ambiente interior, de observar os sentimentos, emoções e pensamentos; de se preparar para a grande renovação chamada primavera.
Na primavera, a energia solar começa a se intensificar e o calor aumenta. O resultado da autoanálise realizada na estação anterior é o florescimento da alma, de novas ideias, de novos caminhos e de novas intenções. É o momento de começar a olhar para fora e podar os galhos secos e infrutíferos detectados pela auto-observação realizada pela alma. É tempo de amadurecer e florescer a nova visão conquistada.
O florescimento de novas ideias e intenções nos prepara para o grande nascimento da luz e do calor do verão, e nossa alma segue esse ritmo, porque toda flor é, em si, aquilo que precede os frutos. Não é à toa que comemoramos o Natal no dia 25 de dezembro, período em que há maior abundância de luz e calor do Sol. É um momento de prosperidade, de doar e dar presentes, porque o Sol está sobre nosso hemisfério e a alma, depois de florescer, está preparada para dar frutos de empatia, de compreensão, de amor e de compaixão; frutos de serviço altruísta e desinteressado aos que ama.
Chega então o outono, estação dos frutos, e a alma também frutifica se foi consciente ao longo de todo o ano e no processo que antecedeu essa estação. Frutos de alegria, de paciência, de amor, de paz e de serenidade. É a estação de consumação da Grande Obra e não é à toa que comemoramos a Páscoa, que representa o grande sacrifício: momento de mortificação do velho ciclo, no qual uma nova vida é infundida na alma, trazendo uma renovação sem precedentes.
E depois do encerramento do ciclo chega novamente o inverno, e o Sol se retira de nosso hemisfério, deixando-nos a trabalhar com o resultado de mais um ciclo encerrado. Retornamos também ao mundo interior de nossa alma, através da auto-observação e da auto análise, rumo ao novo ciclo que se inicia.
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