segunda-feira, 9 de março de 2026

Corpo Mental e suas Ferramentas

  


    Se engana quem diz que nós temos apenas um corpo físico externo. Na verdade, temos sete corpos, contando o corpo físico, que são: corpo físico, corpo vital ou energético, corpo emocional ou sentimental, corpo mental, corpo intuitivo, corpo espiritual e corpo mônadico. Esses corpos, dependendo da tradição ou escola que os explica, podem receber nomes diferentes, mas representam os mesmos princípios.

    Nesta lição, trataremos do corpo mental, que é o centro da alma. É o corpo que administra ou recebe instruções para a administração de todos os outros corpos. Falaremos das ferramentas utilizadas para tal trabalho.

    As ferramentas do corpo mental, ou administrativo, são basicamente a memória, a imaginação, a visualização criativa, o discernimento, a intuição, a percepção, o raciocínio e a concentração. Por meio delas, ele se administra, se domina, evolui e cria a própria realidade.

    A intuição nada mais é do que uma ferramenta de recepção. É por meio dela que a alma recebe instruções e conselhos diretos da vida. Trata-se da faculdade que a conecta com a sabedoria do universo.

    Tudo o que fazemos, desde o momento em que acordamos até dormirmos, é registrado pela memória, consciente ou inconscientemente. Essa gravação preserva nossa identidade, nossa originalidade, nossa profissão, as coisas que entendemos e compreendemos. Sem ela, esqueceríamos todos os dias quem somos e o que sabemos sobre a vida; esqueceríamos todas as nossas experiências.

    O discernimento é a ferramenta ou faculdade da mente que nos permite distinguir o que é real e ilusório, o que é eterno e passageiro, o que tem valor e o que não tem. Sem discernimento maduro e bem desenvolvido, a bagagem emocional torna-se pesada demais para carregar, e nos perderíamos em nosso caminho.

    A imaginação e a visualização são ferramentas que criam nossa vida. Tudo o que somos hoje — nossos dons, nossa profissão, aquilo que possuímos materialmente — um dia foi, consciente ou não, uma imaginação. Antes de se tornar realidade física, foi uma ideia, uma semente em nossa mente.

    Eis a importância do corpo mental e de suas ferramentas: compreender seu funcionamento consciente e lógico. Desenvolvê-lo requer um processo lento de concentração, observação, meditação e contemplação de todas as suas funções. Quem tem um corpo mental forte e desenvolvido manifesta domínio próprio e inteligência emocional com muito mais facilidade.

domingo, 8 de março de 2026

Pensar com o sentimento - Inteligência Emocional


    Saber analisar os próprios sentimentos e compreendê-los é o que chamamos de inteligência emocional. É dominar as frequências sentidas e manifestadas no chamado coração, que é a sede do corpo emocional. Também podemos chamar isso de domínio próprio sentimental.

    Entender que alguns sentimentos nos fazem bem, elevam nossa frequência e nos desenvolvem em direção ao amor, enquanto outros tipos de sentimentos sugam nossa energia vital, nos estressam e nos fazem estagnar no caminho evolutivo.

    Sentimentos como alegria, disposição, empatia, compaixão, paciência, perdão e paz fazem bem à alma e são como remédios revitalizantes que edificam e elevam nosso astral. Já sentimentos como tristeza, ansiedade, medo, raiva, estresse, ressentimento e angústia geram doenças psicológicas e físicas, danificando o bom funcionamento da alma, que é o centro do nosso ser.

    Identificar tais sentimentos e suas frequências é o que desenvolve nossa inteligência emocional, sendo essa identificação chamada de pensar com os sentimentos; é racionalizar os sentimentos. Isso nasce da observação consciente e silenciosa de nosso corpo emocional.

    Tal observação nos habilita a identificar, por assim dizer, a existência de sentimentos superiores e inferiores; aqueles abrem o campo intuitivo da alma, enquanto estes nos tornam prisioneiros do campo instintivo do corpo físico.

    O desenvolvimento de uma espiritualidade sadia começa no desenvolvimento e no domínio pleno das emoções, sentimentos e aspirações do corpo emocional; aprendendo a lê-lo, a racionalizá-lo e não sendo mais acorrentado às emoções inferiores, mas sabendo dominar-se quando necessário, guiando tais frequências sempre para o lado do amor e da razão.

    Silenciar-se diante de um momento em que sentimentos violentos estão prestes a se manifestar é sinal de inteligência emocional; é sinal de que se aprendeu a pensar com o coração. É não deixar a frequência vibrar em emoções que fazem mal e que minam a boa energia.

    Inteligência emocional é compreender os próprios sentimentos, quando e como eles se manifestam, e fazer o campo emocional vibrar somente nas frequências de paz, serenidade e tranquilidade; nos sentimentos que fazem bem à alma e ao espírito.

    E como desenvolver isso? Silenciando-se e observando-se interiormente.

sábado, 7 de março de 2026

A excelência do Amor

 


   O Amor é o ideal da humanidade. Cada um de nós tem o dever de desenvolver a alma na plenitude do Amor. Ele é a essência da vida, e tudo se impulsiona em Sua direção. Como é dito: por Amor fomos criados, por Amor somos nutridos e, por Amor, seremos eternizados.

   Nossa evolução consiste em desenvolver, através da compreensão e da empatia, o Amor profundo por todas as coisas, por todos os seres, sem fazer acepção. A alma amorosa brilha na escuridão da noite e leva sua luz para onde quer que vá. Amor é Luz, e quem ama ilumina.

   Foi-nos ensinado que o Amor destrói todo medo, sendo Ele o vínculo com a perfeição. O Amor nos conduz ao nosso objetivo divino.

   O Amor é Lei, e amar é cumpri-la. Amar é cuidar, proteger, educar, consolar — tanto em relação ao próximo quanto, principalmente, em relação a si mesmo.

   A totalidade e a plenitude da alma estão em amar; quem não ama está longe de ser pleno. O Amor nos dá a condição de ser ferramentas na manutenção do universo, instrumentos da Mão Divina no Cosmo e auxiliares dos Seres Angélicos na Terra.

   O Amor é a panaceia que cura os enfermos e auxilia os necessitados. Somente por Ele podemos desenvolver a compaixão e a empatia, forças que edificam e elevam a alma às regiões superiores do próprio ser e do universo.

   Com tudo isso, deixo-vos um hino que todos conhecem:

   "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, se não tiver amor, nada serei. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não busca os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca acaba; porém as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará." (I Coríntios 13)